É
sobre o processo de alfabetização É uma orientação para familiares sobre esta fase importante que normalmente gera expectativa e dúvidas.
Fica aqui como recomendação e tira-dúvidas.
Abraços, Geórgia
Segue:
Fica aqui como recomendação e tira-dúvidas.
Abraços, Geórgia
Segue:
Fonte: Associação
Brasileira de Psicopedagogia
Processo
de alfabetização
Muitas
vezes o processo de alfabetização não acontece de uma maneira tranquila e
natural. Quando isto ocorre e o tempo vai passando, a pressão sobre a criança
torna-se um fator complicador. Os adultos, familiares, professores, e até
amigos voltam sua atenção para a aquisição da leitura e da escrita, fazendo
cobranças, comparações, muitas vezes com a melhor das intenções.
Em
primeiro lugar gostaria de salientar que não há método ideal, o melhor método é
aquele que o professor e a escola confiam e estão acostumados a trabalhar. Nem
sempre este método está de acordo com as concepções de alfabetização dos pais,
por isso uma boa conversa com a escola é o primeiro passo para acertar.
Em
segundo lugar, acabar com a pressão. Não existe criança preguiçosa. A
“preguiça” pode ser um sinal de dificuldade.
É
importante lembrar que cabe aos professores o papel da alfabetização, eles são
profissionais preparados para isto.
Há
muitas coisas que os pais podem fazer para ajudar, mas sem pressionar ou entrar
em pânico. Entre elas:
*
Tornar o contato com a leitura e a escrita prazeroso, misterioso – ler para a
criança, contar histórias, ler na frente das crianças (os pais que têm hábito
de leitura têm mais chance de desenvolver o hábito de leitura nos filhos);
* Disponibilizar
material – comprar revistas, gibi, livros. É importante que tenham muitas
gravuras e pouco texto. Com o tempo a criança se interessará pelo texto, mas é
normal que o interesse inicie pelas figuras;
* Estimular
a leitura gestáltica – a leitura começa pela leitura da palavra como uma
imagem, como um todo, pelas cores, tipo de letra, etc. As crianças desde
pequenas fazem este tipo de leitura quando reconhecem o Mac Donald´s, a
Coca-cola etc. Estimular a leitura gestáltica favorece o contato com a língua
escrita. Isto pode ser feito no supermercado, em casa, na rua, nos outdoors,
etc, como uma brincadeira, lendo para ela os nomes e pedindo que ela “leia”
também.
Muitas
vezes esta “leitura” se dará pelo uso do produto ou por uma “adivinhação”, mas
é assim que começa. Outra dica é nominar os objetos e móveis do quarto da
criança: (fazer mini cartazes em letra de imprensa maiúscula/bastão) ex: cama,
armário, janela, porta etc e fixar nos objetos. Essa prática fará com que o
ambiente fique mais alfabetizador e a criança comece a fazer associações de
como se escreve.
* No
momento de escrita fazer com que a criança “pense” na maneira como se escreve
as palavras – peça a ela que repita a palavra em voz alta, pergunte qual a
primeira e a última letra da palavra a ser escrita.
* Solicitar
que a criança leia o que ela mesma escreveu. Caso faltem letras ou tenham
outras letras escritas equivocadamente evitar fazer a correção de forma
inadequada ou seja, apontando o que está errado e fazendo a criança apagar.
* Estimular
o desenho, a pintura, o contato com diferentes materiais (não só na hora do
dever de casa, mas como uma brincadeira em diferentes momentos) Sentar para
desenhar junto e “brincar de escrever”.
* Jogar
jogos pedagógicos. Jogo da memória é excelente para ajudar na alfabetização. A
criança identifica os iguais e os diferentes, a posição das peças, memoriza
visualmente as peças, etc. Outros jogos: dominó, dama, quebra-cabeça, ludo.
O
importante é sempre fazer de forma agradável e divertida, para que a criança
goste de aprender, goste de ler, goste de escrever. Se for feito desta forma,
vale qualquer coisa!
As
dicas servem para crianças de todas as idades. Quanto mais cedo se começar
menos marcada será a passagem do “não alfabetizado” para o “alfabetizado”,
momento que é tão cobrado em nossa sociedade e por isso às vezes sofrido. Ao
mesmo tempo, nunca é tarde para começar.
Se a
criança estiver sofrendo por não estar conseguindo, família e escola já tiverem
conversado e experimentado alternativas, vale procura ajuda de um especialista.
Fonte: Associação
Brasileira de Psicopedagogia
